Eu Prometo! | 2011

Ano: 2011
Última apresentação: 2015
Número de apresentações: 8
Locais: Vitória, Curitiba, Sao Paulo, Belo Horizonte, Campinas no Brasil | Boston e Miami nos EUA.
Duração: 30 minutos a 1 hora. 

Ano: 2011
Última apresentação: 2015
Número de apresentações: 8
Locais: Vitória, Curitiba, Sao Paulo, Belo Horizonte, Campinas no Brasil | Boston e Miami nos EUA.
Duração: 30 minutos a 1 hora. 

  • Descrição

  • Sobre a Performance

 

Dois baldes de aço, um cheio de gelo, outro cheio de água recém-fervida. Entre eles, um grande vaso de vidro. De um lado, 12 rosas brancas; de outro um monte de roupas de solda e um borrifador de água. Começo a performance me ajoelhando de frente para o vaso de vidro e os baldes de aço. Pego uma rosa e começo a tirar suas pétalas, colocando-as no balde de água fervida. Enquanto faço essa ação, reflito sobre a frase: “Quando eu falo ‘eu prometo’, eu prometo uma ação a alguém”. A reflexão dura o tempo de colocar as pétalas das rosas no balde. Coloco minhas mãos no balde de gelo e logo após coloco-as na água fervida, fazendo submergir as pétalas de rosas na água fervida, produzindo água de rosas. Volto minhas mãos para dentro do balde de gelo e continuo a essa ação repetidamente. Enquanto a faço, relembro minha reflexão sobre o ‘eu prometo’. Logo começo a colocar a água fervida com pétalas dentro do vaso de vidro, assim como o gelo também, mesclando ambos. Ao encher o vaso ou ao acabar de tirar toda água fervida de rosas, levanto-me e visto a roupa de solda, uma roupa de proteção. Após vestir a roupa, encho o borrifador com a água de rosas do vaso de vidro e começo a borrifar no espaço em volta. Após borrifar, tiro a roupa de proteção, volto a me ajoelhar perante o vaso de vidro. O vaso ainda contém um pouco de água de rosas. Pego-o e o viro sobre mim, bebendo a água e ao mesmo tempo tomando um banho com ela, finalizando a performance.

Considero esta performance uma pedra angular no meu processo artístico. Foi e ainda é um trabalho inovador para mim. Nele, supero o desenvolvimento de uma ação simples e encaminho-me à exploração de ações complexas. Contudo, sem abandonar a pesquisa produzida até esse momento. 

Nesta performance pela primeira vez trabalho com um texto. Não um texto decorado ou interpretado, mas um texto filosófico, uma reflexão filosófica. Nele, também, trabalho com materiais de grande potencial simbólico, com a preocupação, entretanto, de não lhes dar uma inteligibilidade superficial voltada a uma única compreensão. Há, portanto, o potencial simbólico, mas não é ele que define o trabalho. Faz parte da obra total, ou seja, compõe a obra tanto quanto as ações desenvolvidas e o texto. 

A performance é sobre o “Eu prometo”, mais do que a promessa em si. É uma reflexão do ato de prometer e de que o simples dizer ‘eu prometo’ já é em si uma ação. E, superando a própria reflexão filosófica interna da performance, ela em si torna-se um ato de prometer, uma promessa.

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