Distensão | 2010

Ano: 2010
Última apresentação: 2011
Número de apresentações: 2
Locais: SESC da Esquina, Curitiba, Brazil | Performa Paço – Paço das Artes, São Paulo, Brazil
Duração: 30 minutes to 1:20h 

Ano: 2010
Última apresentação: 2011
Número de apresentações: 2
Locais: SESC da Esquina, Curitiba, Brazil | Performa Paço – Paço das Artes, São Paulo, Brazil
Duração: 30 minutes to 1:20h 

  • Descrição

  • Sobre a Performance

Um espaço com três paredes. Uma parede grande ao fundo e duas menores aos lados. Cem ganchos fixos nessas paredes. No meio da parede maior encontra-se uma bacia com graxa azul. De cada lado da bacia há duas cordas. Cada corda possui 25m e 100 ganchos de ferros conectados a ela. Em cada ponta de cada corda há um grande nó-de-forca. Começo a performance entrando no espaço descalço, fico diante da bacia com graxa, fixo um nó-de-forca de uma corda no meu pé e outro nó-de-forca da mesma corda no meu pulso. Faço o mesmo com a outra corda, ficando cada corda conectada aos meus membros, sem cruzá-las. Entro com os dois pés na bacia com graxa azul, saio andando, pego um gancho de uma corda e o fixo em um gancho da parede. Volto à bacia, colocando os dois pés, para sair e pegar o gancho de outra corda e a fixar na parede. Faço esse movimento de fixar as cordas até o momento em que não consigo mais me movimentar e caio. Solto meus pulsos e pés do nó-de-forca, finalizando a performance.

Neste trabalho retomo o foco na ação, presente nos meus trabalhos iniciais. Com ele, busco distender a ação, mais do que a estender. A cada movimento meu, a cada gancho que fixo na parede, minha ação se conecta ao passado, delimitando o futuro. Quanto mais ajo, mais dificulto minha ação. Quanto mais me movimento, mais limites crio para mim mesmo. Esse é um trabalho que está diretamente relacionado ao poder-agir e ao saber-agir. O que sabemos, como sabemos agir e como podemos agir. É também minha primeira performance em que os estudos filosóficos invadem o trabalho prático.

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